Verbas do Centro Hospitalar motivam troca de acusações entre PSD e PS

Rui Rio e Aires Pereira terão faltado à verdade sobre o Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim /Vila do Conde. Quem o defende é a concelhia poveira socialista. Em comunicado, a estrutura local do PS, liderada por João Trocado, diz que o presidente dos sociais-democratas, no final de uma visita às duas unidades de saúde, “falou sem saber” dos números do Orçamento de Estado para 2019 já que a receita prevista para a instituição é superior a seis milhões de euros (passa para 31 milhões na globalidade). Rui Rio disse ainda que está em causa o pagamento de salários em 2019 no Centro Hospitalar, algo que, acusa o PS, é “um alarme populista” que não corresponde à verdade face ao acréscimo na dotação prevista. Mas o exercício de “fact check” – confirmação dos factos – atinge também o presidente da Câmara da Póvoa quando este referiu que o Centro Hospitalar não paga a fornecedores desde o ano passado. Uma “completa falsidade” clama o PS, que recorre aos dados publicados pelo órgão gestor do hospital: a 31 de dezembro de 2017 as dívidas chegavam a 4,4 milhões de euros e a 31 de março tinham caído para 2,5 milhões. Como os débitos não devem ter sido perdoados é porque houve pagamentos, conclui o PS. Em contra-ataque, os socialistas acusam Aires Pereira de apenas defender os interesses do município quando tal serve uma estratégia partidária já que em quatro anos de governação do PSD/CDS “não se deu conta da preocupação do PSD ou de Aires Pereira em defender investimentos no Centro Hospitalar”.
Na sequência destas acusações, o Grupo Parlamentar do PSD decidiu apresentar um conjunto de perguntas ao Governo reunindo algumas dúvidas e pedidos de esclarecimento relativos ao Centro Hospitalar. Segundo revelou a deputada poveira Carla Barros, o objetivo é perceber as diferenças entre dois documentos: a verba que é referida no Orçamento de Estado proposto para 2019 e o Contrato Programa a estabelecer para o próximo ano. No primeiro caso já existe uma verba referenciada: a despesa total ascenderá a cerca de 31 milhões e 150 mil euros. No segundo caso, ainda não existirá uma verba confirmada para o próximo ano, mas neste ano que está a acabar o valor foi de cerca de 31 milhões e 700 mil euros. É esta diferença de cerca de 550 mil euros que está a preocupar o PSD, que quer ver esclarecido isto mesmo pelo Ministério da Saúde. “No entender do Grupo Parlamentar do PSD, importa, pois, que o Governo garanta que o financiamento do Centro Hospitalar no Contrato Programa para o ano de 2019 não será inferior ao do corrente ano e que nele reforce a componente financeira especificamente alocada à prestação de cuidados de saúde à população”. Os deputados social democratas querem ainda saber se a Ministra da Saúde tem conhecimento da disponibilidade manifestada pela Câmara da Póvoa em cooperar para a melhoria das condições de funcionamento do Centro Hospitalar e se está recetiva a tal proposta. Os signatários do documento querem ainda confirmar a existência de uma verba na ordem dos 3,3 milhões de euros destinada à realização de investimentos nas duas unidades, em que áreas e qual a calendarização prevista. 

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