Como os caramelos do senhor Franklin, aquela figura típica na Póvoa, que os meninos assediavam, pelos ditos cujos, à falta de outras doçuras, ou quiçá fruto da ‘season’, que dizem ser época ‘silly’, o Verão de 2010, na Póvoa, teve ‘parolices… cada cor seu paladar’. E que paladares!
Paladar, amargo, logo em Julho, foi a demonstração plena, de que estávamos em fim de linha na presente presidência do casarão da Praça do Almada. Todos ao molho e fé em Deus, e Aires Pereira que se desunhe como bombeiro de serviço. Com tantas ‘saídas de emergência’, ainda acaba ‘chamuscado’ por excesso de ‘água’. E muita água meteu a gestão das corridas de Toiros. Mais que aquela ‘informação’ de que os ‘esgotos, a partir de 14 de Agosto, já vão para a nova Etar’, coisa que uns dias depois, afinal, já só teria inauguração lá para o fim do mês. A ver vamos! Podemos ter ‘corte de fita’, mas não é garantido que a porcaria comece a funcionar. Nem por ‘milagre’. Paladar amargo foi o ‘engolir’ a inauguração da Feira de Artesanato, de Vila do Conde, sem a presença do ministro de serviço. Como era o da Agricultura, foi plantar batatas. E a figura de proa, ficou-se por um qualquer ‘espontâneo’. É no que dá estar em fim de festa. Não há ministro que tenha pachorra. Sabores amargos de ‘jogar’ na antecipação. E antecipação, coisa diferente de planeamento e previsão, deu no que deu ao consentir a realização de três espectáculos tauromáquicos em sete dias. Sem contar com aquela ‘original’ desculpa dada a propósito do consentimento – cheguei a pensar que a Póvoa, em vez de ser de Varzim, era a Póvoa de A-dos-Loucos, no Ribatejo – a profusão, confusão e sobreposição de eventos e de actividades mais diversas, no mesmo dia, na mesma hora e tão próximas no terreno, umas das outras, não eram coisa de gente a funcionar bem da cuca. E sabendo-se que a grande maioria destes ‘casos’ mereciam generosos apoios e subsídios camarários, então a coisa era (está) mesmo, potencialmente perigosa. O dinheiro é escasso, os recursos para o arranjar, cada vez mais limitados. Limitados e azedos devem andar as direcções do Mapadi e dos Bombeiros. Então havia necessidade de permitir que aquando da realização da quermesse do marisco, a Câmara desse o sem aval para uma outra quermesse, também com peixe e marisco, na mesma data? E já agora! Lá por estar em marcha uma campanha de recolha de fundos para os bombeiros, a festa do Mapadi, não podia usar, por exemplo a Praça de Touros, e deixar o que o Parque de estacionamento desse mais uns cobres para a Real Associação? É sabido que o ‘fim’ de qualquer sistema autocrático é, invariavelmente, um fim triste, pleno de asneiras e recheado de trapalhadas, daí a não admiração quando o chefe da autarquia, à falta de melhor argumento, como chefe eleito, cataloga os seus representados, como parolos. Uma questão de imagem reflexa? Talvez! Os parolos, assim, não podem dizer que não estão muito bem representados. Falando sério. Não digo que seja parolice, mas que antes se tomarem algumas posições, é conveniente, primeiro, ver como a coisa funciona e deixar assentar o pó, e só depois fazer o ‘balanço’, lá isso é. Daí que pecou, e muito, quem ‘comprou’ uma guerra a propósito da instalação de esplanadas no largo David Alves. E as muitas outras que dão vida às ruas da cidade, do concelho? Pecou o chefe da autarquia, quando quis justificar de imediato, para logo de seguida emendar a mão, e rematar, com ‘conversa para parolos’, uma ‘inovação’ que só podia trazer benefícios, para todos. A Póvoa de Varzim é ou não é uma terra que vive essencialmente de turismo? É ou não verdade, que foi para revitalizar o comércio na Rua da Junqueira, e ruas adjacentes, que existe, e se desunha, a Associação Comércio ao Ar Livre? Mas nem tudo são paladares amargos. Doce, foi a medida acertada, de não encerrar a Avenida dos Banhos. Não é o ‘vale-tudo’, ou quantos mais, melhor, que tudo justifica ou melhor serve. É bom que as pessoas se sintam bem, venham até cá, possam cá parar e ficar com vontade de cá voltar. O transito não flui, paciência. Vai andando. Sem complicações, e sem Policias por perto. Policias, sempre tão pressurosas e rápidas na caça à infracção, ao reboque de veículos, à passagem da multa – isto de multar um carro, por sinal estrangeiro, às cinco da manhã, por estar em cima de um larguíssimo passeio, é mesmo ‘trabalho’ de profissionais – quando à mesma hora, um café, no centro da cidade, era vítima da ladroagem, tiveram tempo para arrombar a porta e levar a máquina de cigarros, é ‘obra’. Mas, a ‘silly’, quando dá na moleirinha de certos crânios, é mais perigosa nas consequências, que uma ‘linha à Maradona’. Daí que, não deva causar espanto que, no Verão poveiro/caseiro, a moda, neste 2010, se virou, parolices ‘à la carte’, até o PS/local fosse apanhado. Então depois da ‘grande medida’, aliás, da ‘indispensável e estruturante medida’ que foi, a aprovação dos ‘casamentos gay’, não é que o PS/Póvoa, se deixou levar por uns quantos PSs da Estela, vindo para a praça pública, discutir o ‘grave problema’ da ‘cultura naturista dos tomates’ na praia lá da terra?! Ainda se fosse um problema de ‘concorrência/qualidade’ desleal com os grelos e tomates da vizinha, Aguçadoura, vá que não vá. Agora, preocupação com ‘actos sexuais’, coisa que sucede em qualquer lugar, de dia, de noite, com areia ou sem ela, ainda por cima, invisíveis ao comum dos mortais, só mesmo na Estela. Enfim, parolices... da primeira parte da ‘Silly Season’ 2010, no Litoral Norte do Douro.
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