Elisa Ferraz abre o livro em grande entrevista

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A presidente da Câmara de Vila do Conde foi a convidada do último Praça do Almada, programa de grande informação da Rádio Onda Viva. Pode encontrar a entrevista a Elisa Ferraz na secção podcast em www.radioondaviva.pt, ou seja no “site “ da estação emissora. Aqui ficam, no entanto, alguns dos assuntos que lá foram tratados.

Centro Hospitalar nos Hospitais Sr. do Bonfim
A presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde considera que Portugal não devia desaproveitar a existência de instalações modernas dos Hospitais Sr.do Bonfim (HSB) até porque o país não parece capaz de resolver os problemas causados pelas más condições físicas de unidades públicas como sucede, por exemplo, no Centro Hospitalar Póvoa de Varzim / Vila do Conde.
Elisa Ferraz que se assume como uma defensora acérrima do Serviço Nacional de Saúde (SNS), reafirmou que uma ala dos Hospitais localizados em Touguinhó poderia receber o Centro Hospitalar num regime de aluguer de instalações, como chegou a ser possível ainda há bem pouco tempo. A autarca realça que atualmente o ministério da Saúde também paga uma renda às Santas Casas da Misericórdia para utilizar os edifícios que, no seu conjunto, constituem o Centro Hospitalar.
Governo devia tentar negociar com os HSB e o clima até lhe pode ser favorável.Ainda no passado fim-de-semana a RTP exibiu uma reportagem em que dava conta de que os Hospitais, criados pelo empresário poveiro Manuel Agonia, estão a funcionar muito abaixo às expetativas (só estão ocupadas 60 das 547 camas que o complexo possui), havendo diversas alas e tecnologia de ponta com reduzido aproveitamento. Nessa reportagem televisiva é dito que os HSB podem inclusive fechar ou ser vendidos a investidores estrangeiros. Seja como for, Elisa Ferraz lembra também que o ministro da Saúde Adalberto Campos Fernandes, que entretanto foi substituído, prometeu aos autarcas das duas terras – Póvoa e Vila do Conde  – que seriam melhoradas as condições no Centro Hospitalar tendo inclusive apresentado um calendário de obras. Mas, desde então, nada foi feito o que adensa algum clima de suspeição sobre o motivo para esse retardamento. Elisa Ferraz diz que está atenta a qualquer ligação entre o atraso na resolução dos problemas do centro Hospitalar local e uma estratégia de levar para Matosinhos quaisquer valências que existem na Póvoa e de Vila do Conde. Um receio que já não é novo. Sobretudo em relação à obstetrícia e à componente médico-cirúrgica da Urgência. A presidente da edilidade espera em breve reunir com a nova ministra da Saúde, Marta Temido para esclarecer todas as situações.

Nova ponte pedonal sobre o rio Ave
Vila do Conde vai ter uma nova ponte sobre o rio Ave para ligar a cidade a Azurara. A obra, estritamente pedonal, será financiado por fundos comunitários através do PEDU, Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU). A presidente da Câmara contou que o projeto está em fase de maturação e a localização da nova ponte ainda mão está definida com rigor, embora sabe-se que a parte da cidade situar-se-á entre a zona do monumento à Rendilheira e travessia rodoviária da Estrada Nacional 13. A obra encaixa numa vertente do Portugal 2020 de incentivo à utilização de meios de deslocação que não causem poluição. Nessa medida também há que referir o surgimento de uma nova ciclovia citadina no eixo central da Avenida Júlio/Saúl Dias.

Slicedays vai explorar Mosteiro Santa Clara
Foi na referida entrevista que Elisa Ferraz anunciou que já havia vencedor no concurso de recuperação do Mosteiro de Santa Clara e consequente exploração turística do imóvel centenário.Tinham chegado à final duas empresas: a “empreendimentos Turísticos Montebelo” um ramo do grupo Visabeira, com sede em Viseu, e a Slicedays, sediada nos Açores. E foi esta última que triunfou no concurso, lançado pelo Governo através do programa Revive, para ter a concessão do imóvel por 50 anos e, em troca, fazer obras profundas. Elisa Ferraz espera que a abertura do hotel de 5 estrelas possa ocorrer ainda no seu mandato, mas admite que num espaço tão antigo e carregado de história qualquer intervenção tem uma variável de imprevisibilidade. E a transformação do imóvel num hotel de cinco estrelas vai criar 50 postos de trabalho diretos. Foi isso que referiu ao Jornal Público o administrador da Slicedays, João Freitas que, no entanto não quis não quis divulgar ao jornal qual é o o investimento previsto para a unidade que terá 90 quartos, um serviço de restauração e salas para congressos e eventos. A empreitada que deve arrancar no início do próximo ano vai preservar o estilo da época e a fachada. O hotel em Vila do Conde marca a entrada da Slicedays no continente já que a empresa, sediada nos Açores, possui três unidades naquele arquipélago e no da Madeira. 

Juízo criminal e nova esquadra com novidades
Elisa Ferraz não desiste de ter no seu concelho um juizo criminal que evite a realização em Matosinhos de diversos julgamentos envolvendo cidadãos vila-condenses. A presidente da Câmara tem tentado arranjar espaços para o ministério da Justiça proceder à reformulação das suas valências e inclusive já ofereceu a utilização do Convento do Carmo, ao lado da atual esquadra da polícia. Recentemente a autarca esteve em Lisboa com outra ideia, aguardando-se a resposata da secretaria da estado da Justiça.
Também do Governo, Elisa ferraz espera que avence o processo de construção das novas instalações da Divisão da PSP de Vila do conde que terá também a esquadra de Investigação Criminal. O concurso de escolha dos projetistas está a terminar e assim que o processo estiver finalizado o ministério da Administração Interna vai assinar um acordo com a Câmara para ser a autarquia a assumir a responsabilidade pela obra.

Centro Comunitário das Caxinas avança até ao final do ano
Está pronto para ser lançado o concurso de construção do Centro Comunitário das Caxinas que vai funcionar num pavilhão a ser edificado na área onde em tempo esteve a fábrica de conservas- Praia Mar.A parte burocrática pode finalmente avançar porque terminou a revisão do projeto final.O investimento rondará os 4 milhões de euros, sendo suportado na íntegra pelo orçamento municipal, e cujo prazo de execução é de 24 meses.Serão construídos um pavilhão desportivo, uma praça de chegada e de receção, dois campos de jogos exteriores, balneários, jardins e um parque de estaciionamento. inda, de ser ratificada pelo Tribunal de Contas.

Pousada da Juventude: construção atrasada
Há uma obra que está a causar uma desilusão à presidente da Câmara de Vila do Conde. Não pelo resultado em si, mas pelo atraso que vai impedir a sua inauguração no Verão do próximo ano. E Elisa Ferraz queria muito cortar a fita à transformação do antigo Palacete Melo numa pousada da Juventude até porque o uso escolhido para o imóvel foi uma aposta pessoal, contra diversas críticas da oposição. No entanto, o prazo pretendido não vai ser alcançado, avisa desde já a autarca justificado a delonga com a sensibilidade dos trabalhos num local delicado. O Palacete Melo é um imóvel classificado de Interesse Público, situa-se na Avenida Bento de Freitas e foi criado nos finais do século XIX para ser a colónia balnear da Fundação Narciso Ferreira. A Câmara adquiriu a casa em 1983 e o projeto de agora pretende transformá-lo numa Pousada da Juventude, com vários quartos duplos e camaratas, num total de 66 camas. Terá ainda áreas de convívio, salas de jantar e de pequeno-almoço, biblioteca, sala de estar e jardim. O investimento ronda os 900 mil euros.

Piscinas municipais em andamento
Elisa Ferraz não sabe ainda se vai conseguir inaugurar o novo complexo de piscinas municipais de Vila do Conde a tempo da próxima época balnear. Os trabalhos estão com um ligeiro atraso e há dificuldades no tanque exterior, mas Elisa Ferraz, diz que só pretende abrir o espaço na totalidade.O investimento é de 2,5 milhões de euros e o projeto da autoria do arquiteto poveiro JJ. Silva Garcia. O novo Complexo de Piscinas Municipais de Vila do Condeterá duas pistas de 50 m para treinos de alta competição, um tanque para hidroginástica e formação de base, com capacidade ampliada e dotada de rampa para acesso a pessoas com mobilidade condicionada, um ginásio, um conjunto de saunas/banhos turco e uma pequena bancada para assistência a provas desportivas.

Solar na rua da Costa com funcionalidade turística
O solar na rua da Costa que pertence à Câmara de Vila do Conde deverá receber serviços municipais e uma funcionalidade turística a nível do rés-do-chão. O edifício está degradado e sofreu uma derrocada no telhado relativamente há pouco tempo. A recuperação do imóvel não está esteve até ao momento no topo das prioridades da Câmara, mas diz que o solar não está esquecido até pela sua imponência e jardins cuja beleza não é possível constatar do exterior. O imóvel dá para o largo perto do topo nascente do hospital e Elisa Ferraz já tem algumas ideias para o local.

Chega o IMI Familiar
A presidente da Câmara de Vila do Conde desmentiu que alguma vez tenha estado contra a aplicação de um IMI familiar que dá descontos em função do número de filhos. As reticências de Elisa Ferraz tiveram a ver com outra situação. A autarca justifica que esteve a aguardar que fosse criada uma almofada financeira que permitisse estabelecer benesses para todos. E isso é possível fazer já em 2019, um ano em que o IMI vai ficar fixado em 0,36 por cento num progressivo movimento descendente, frisa Elisa Ferraz. A ideia da autarca é que o IMI atinja o limite mínimo no atual mandato.

Contra Programa da Orla Costeira
Elisa Ferraz desmente que a Câmara de Vila do Conde tenha votado a favor do Programa de Ordenamento Costeiro proposto pela Agência Portuguesa do Ambiente. Os vereadores do PS já pediram esse esclarecimento, mas a líder da autarquia nunca deu uma resposta tão conclusiva como a que exprimiu no programa da Rádio Onda Viva. “Tenho uma ata que é esclarecedora”, sublinhou. A Câmara de Vila do Conde está contra as demolições previstas, por exemplo, do Caximar, do Alahoa, do Bar do Sete e de diversas estruturas residenciais na parte sul do concelho.Isto apesar de Elisa Ferraz sustentar que não se pode fechar os olhos aos danos que o mar tem feito na costa.

Preço da água
Elisa Ferraz afasta a possibilidade de resgatar o contrato de exploração das redes de água e saneamento que estão na mão da empresa Indaqua. A presidente justifica que tal seria um suicídio financeiro dada a indemnização que teria de ser paga, superior a 70 milhões de euros. É o que rege o contrato que baliza também os preços da água e por isso reafirma que nunca prometeu que baixaria esse custo. A concessão está nas mãos dos privados e foi feita numa altura em que era urgente o alargamento de redes num concelho com aglomerados habitacionais muito dispersos. Entre os assuntos mais polémicos dos últimos tempos relativos à rede municipal, estão o reduzido indíce de ligações às novas redes e a intenção da Indaqua cobrar a quem não usufrui do serviço a chamada taxa de disponibilidade. A autarca disse que já consegiu um plano favorável de prestações para o consumidor e que continua a negociar com a Indaqua noutras matérias.

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