Daniel Bernardo acusa Ricardo Silva de “encenação” com auditoria

Daniel Bernardo já reagiu à audito­ria realizada aos seus últimos 1O meses da sua presidência da Junta de Freguesia da Póvoa de Varzim, Beiriz e Argivai. Uma análise técni­ca encomendada pelo atual líder, Ricardo Silva, que, tal como suce­dera antes com Daniel Bernardo, foi eleito nas listas do PSD. O ex-presidente contesta o seu su­cessor quando este, tal como refe­rimos na edição anterior, afirmou que algumas das situações deteta­ das o deixaram chocado. Apesar de [Ricardo Silva] ter dito que ficou chocado com a auditoria – sei lá o que isso significa – , nomeou para te­soureiro do atual executivo o sr. Au­gusto Moreira que militou no meu executivo. Afinal em que ficamos? Existem irregularidades no anterior mandato e dos dois elementos que transitam, um deles vai precisa­mente exercer funções de tesourei­ro?”, questiona o anterior autarca. Para Daniel Bernardo a própria rea­lização da auditoria é uma atitude que Ricardo Silva quis colocar na cena política, sem ter em conta as consequências para os colegas do executivo. O sr. Ricardo Silva para justificar uma auditoria que custou doze mil euros e onde se apontam situações normais a corrigir, como existem em todas as auditorias de gestão, encenou o resultado com irregularidades graves não se impor­tando de oferecer à oposição a ca­beça dos senhores Augusto Morei­ra e Amadeu Matias”, aponta. Daniel Bernardo reserva para mais tarde os comentários mais detalha­dos à tal auditoria, mas, desde já, contraria algumas afirmações de Ricardo Silva como, por exemplo, a que referiu a existência de faturas sem referência ao local de obra”. “No limite pode dar lugar a uma con­traordenação, por omissão, a quem passou a fatura e nunca para a União de Freguesias, defende .

Este e outros casos vão ser alvo de esclarecimentos futuros de Daniel Bernardo numa sessão pública, mas agora procura algum recato. Até porque vai ter de dar explica­ções ao Ministério Público após o envio da auditoria para essa entida­de por parte do presidente da Junta e da denúncia feita pelo Bloco de EsquerdaSobre as críticas políticas de que foi alvo, Daniel Bernardo assegura que só não concorreu nas últimas elei­ções autárquicas porque não quis já que, salienta, teve diversos convi­tes o que prova que até forças polí­ticas da oposição apreciaram o meu desempenho enquanto autarca du­rante 28 anos“. “E mais: todas a contas de gestão dos vários execu­tivos, durante esses anos, passa­ram sempre no crivo do Tribunal de Contas” frisa Daniel Bernardo que se diz tranquilo quanto ao resul­tado da averiguação das autorida­des competentes. Um apuramento que deseja seja breve para depois tornar pública e com minúcia a sua defesa.

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