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Sociedade
"Aumento de denúncias de menores significa evolução da comunidade"

Sex, 30 Jul 2010 16:05    
Póvoa de Varzim

Lucinda Delgado tem 47 anos, é professora de formação, mas o seu trabalho actualmente é gerir a equipa da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) da Póvoa de Varzim. Conhece a fundo os problemas no município e assegura que existem as estruturas suficientes para fazer face às necessidades da comunidade.

Lucinda Delgado é vista por quem a conhece melhor como uma mulher que se dedica de alma e coração ao trabalho na CPCJ, considerando que se trata de uma verdadeira missão.

O concelho da Póvoa tem “uma rede muito boa de instituições e recursos humanos” para acolher todos os menores, fruto dos problemas que se registam na região, “estamos bem apetrechados”, assegura. Mas o único ‘senão’, de acordo com Lucinda Delgado, é a falta de divulgação das próprias instituições e da comissão junto da comunidade poveira. Assim, esta instituição já criou este ano a figura de “mediador” nas diferentes Juntas, para “fazer o elo de ligação entre a freguesia e a CPCJ”. E esta figura será “muito importante na divulgação da existência de meios para intervir na comunidade, pois sentimos que, por vezes, as pessoas querem agir e denunciar algum caso e não sabem a quem se dirigir. Eles podem ajudar a dar a informação às pessoas e efectuarem uma troca de ajudas”.
 
Comissão de Protecção de Crianças e Jovens aposta na sensibilização da comunidade poveira
 
Segundo Lucinda Delgado, o objectivo de divulgação vai continuar com uma iniciativa em meados de Setembro, em Balasar. A acção vai realizar-se em parceria com o IDT, o APAV de Aver-o-Mar, a CPCJ e o Centro de Saúde, tendo por objectivo “dizer à nossa comunidade que existem determinadas instituições com estrutura, capacidade e um conjunto de pessoal formado para tratar problemas como a toxicodependência, alcoolismo, entre outras problemáticas. Queremos dar a conhecer, por exemplo, o que pode oferecer o Centro de Saúde ou o Hospital na resolução e na prevenção desse tipo de problemas”, afirmou esta responsável.
 
Esta é uma das funções dos elementos da comissão alargada adstrita à CPCJ – “fazer a prevenção primária, evitando que os problemas cheguem à comissão restrita desta entidade. O essencial é agir antes que…”
 
Entretanto, explicou Lucinda Delgado, “essa acção de sensibilização vai correr todas as freguesias do concelho e, no final, a equipa do hospital da Póvoa do núcleo de Crianças e Jovens em risco vai dar uma acção de formação de educação parental, algo que, hoje em dia, não é fácil. Esta equipa tem tido um trabalho excelente, pois já realizou acções com os responsáveis das associações de pais para depois passarem a palavra”.

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Comentários à notícia

Renato de Argivai [ rpereir@netc.pt] | argivai
essas coisas devem passar pelos entendidos na matéria, nomeadamente os Tribunais, a policia, os magistrados do MP,os juizes, etc... O mal é que temos comichões para tudo emais alguma coisa..querem agora mediadores, eo que mais virá? A questão é diferente...paliativos apenas não bastam...O criminoso e o prevaricador não vão lá com comichões ou mediações...e muito menos quando essasco michões e mediações são quase exclusivamente do sexo feminino...Há que dar aos homens um papel activo nessas questões...mas o femininismo por um lado e o atavismo por outro não o permitem... a ausencia da figura paterna- biológica, cada vez mais cria disfunsão social e familiar...e n~ ao há esforço para remediar isto...Mesmo o ensino pré e primário é muito orientado para a efeminização...Há uma disfuncionalidade do sistema que discrimina negativamente o sexo feminino e começa no pré escolar e segue por aí adiante... pensem Nisto!!!
 
Enviado no dia 30/07/2010 às 19:32:21
 

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