
Lucinda Delgado tem 47 anos, é professora de formação, mas o seu trabalho actualmente é gerir a equipa da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) da Póvoa de Varzim. Conhece a fundo os problemas no município e assegura que existem as estruturas suficientes para fazer face às necessidades da comunidade.
Lucinda Delgado é vista por quem a conhece melhor como uma mulher que se dedica de alma e coração ao trabalho na CPCJ, considerando que se trata de uma verdadeira missão.
O concelho da Póvoa tem “uma rede muito boa de instituições e recursos humanos” para acolher todos os menores, fruto dos problemas que se registam na região, “estamos bem apetrechados”, assegura. Mas o único ‘senão’, de acordo com Lucinda Delgado, é a falta de divulgação das próprias instituições e da comissão junto da comunidade poveira. Assim, esta instituição já criou este ano a figura de “mediador” nas diferentes Juntas, para “fazer o elo de ligação entre a freguesia e a CPCJ”. E esta figura será “muito importante na divulgação da existência de meios para intervir na comunidade, pois sentimos que, por vezes, as pessoas querem agir e denunciar algum caso e não sabem a quem se dirigir. Eles podem ajudar a dar a informação às pessoas e efectuarem uma troca de ajudas”.
Comissão de Protecção de Crianças e Jovens aposta na sensibilização da comunidade poveira
Segundo Lucinda Delgado, o objectivo de divulgação vai continuar com uma iniciativa em meados de Setembro, em Balasar. A acção vai realizar-se em parceria com o IDT, o APAV de Aver-o-Mar, a CPCJ e o Centro de Saúde, tendo por objectivo “dizer à nossa comunidade que existem determinadas instituições com estrutura, capacidade e um conjunto de pessoal formado para tratar problemas como a toxicodependência, alcoolismo, entre outras problemáticas. Queremos dar a conhecer, por exemplo, o que pode oferecer o Centro de Saúde ou o Hospital na resolução e na prevenção desse tipo de problemas”, afirmou esta responsável.
Esta é uma das funções dos elementos da comissão alargada adstrita à CPCJ – “fazer a prevenção primária, evitando que os problemas cheguem à comissão restrita desta entidade. O essencial é agir antes que…”
Entretanto, explicou Lucinda Delgado, “essa acção de sensibilização vai correr todas as freguesias do concelho e, no final, a equipa do hospital da Póvoa do núcleo de Crianças e Jovens em risco vai dar uma acção de formação de educação parental, algo que, hoje em dia, não é fácil. Esta equipa tem tido um trabalho excelente, pois já realizou acções com os responsáveis das associações de pais para depois passarem a palavra”.