
O cantor Sérgio Godinho é o artista convidado do Casino da Póvoa para a iniciativa do Festival Gastronómico do Alentejo, que se realiza no Salão D’Ouro, no próximo dia 17 de Abril.
Serginho Godinho, de 65 anos, natural da cidade do Porto, é um dos nomes incontornáveis do panorama musical nacional, sendo o autor de temas aclamados como: "Com Um Brilhozinho Nos Olhos", "O Primeiro Dia", ou "É Terça-Feira”.
Tendo já editado dezenas de álbuns, Godinho conta ainda com experiências no cinema e na literatura, vincando o seu carácter de homem das artes, com uma versatilidade fora do vulgar.
Com quase 40 anos de carreira, Sérgio Godinho assinalou, em 2001, o seu percurso musical, com o lançamento de três CD´s comemorativas que tiveram a participação de várias artistas como Camané, Jorge Palma, Teresa Salgueiro, e das bandas, Da Weasel, Xutos e Pontapés ou Clã, além de alguns grandes nomes da música popular brasileira.
O Casino da Póvoa estabeleceu para este espectáculo de Sérgio Godinho, com direito a jantar buffet com iguarias alentejanas, o preço de 50 euros por pessoa.
Entretanto, foi já lançada a publicação do Casino, a revista Egoísta, que na sua edição de Março, a primeira de 2010, é dedicada ao tema: Oriente.
A publicação vinca nesta sua edição o seu carácter inovador, patente logo na capa, com uma imagem de Roberto Giostra que é para ser vista com óculos 3D. Aliás, a revista traz os óculos incluídos que são, também, necessários para ver o resto do portfolio do mesmo artista de origem italiana.
Mas, a primeira edição de 2010, não fica por aqui. A “Egoísta” engloba textos de José Saramago, Hélia Correia, Maria do Rosário Pedreira, Dulce Maria Cardoso, Fernando Pinto do Amaral, Carlos Vaz Marques, Gonçalo M. Tavares, José Eduardo Agualusa, Richard Zenith, Rui Cardoso Martins, Nuno Júdice, Alexandra Lucas Coelho, João Tordo, e de Raquel Ochoa, vencedora do prémio Agustina Bessa-Luís, prémio promovido pelo Estoril Sol anualmente.
Nas páginas da “Egoísta” há ainda para ver portfolios únicos de Filipe Casaca, António Júlio Duarte, Paula Oudman, Sandra Rocha, Roberto Giostra, José Maças de Carvalho, Ana Perez Quiroga, Anna Muzi Falconi, Cláudia Cristovão, Pedro Proença e Luis Filipe Cunha.
Mário Assis Ferreira escreve no editorial que a “Egoísta”, “é um sonho a perdurar: tanto que, de sonho, até se converteu em crença; tanto que, de crença, insiste em nos fazer sonhar. Talvez por isso lhe chamámos Egoísta: pelo prazer hedonista de aprendermos a medir-nos, de nos olharmos ao espelho, de nos indagarmos sobre a verdade do que somos, não do que julgamos ser. Como um espelho introspectivo a reflectir-nos na Egoísta, com a implícita confissão de que ao escrever nesta revista, revelamos, afinal, um bilhete de identidade”.